terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

David Hunter Hubel



David Hunter Hubel  era um canadense neurofisiologistaconhecido por seus estudos sobre a estrutura e função do córtex visual. Ele foi co-destinatário com Torsten Wiesel de 1981 do Prêmio Nobel em Fisiologia ou Medicina (compartilhado com Roger W. Sperry), pelas suas descobertas sobreprocessamento de informação no sistema visual. Para a maior parte de sua carreira, Hubel foi o John Franklin EndersProfessor Universidade de Neurobiologia da Harvard Medical School. Em 1978, Hubel e Wiesel foram agraciados com o Prêmio Louisa Gross Horwitz da Universidade de Columbia. 

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sábado, 16 de janeiro de 2016

Frase de Albert Einstein

Faustino do Prado Xavier


Faustino do Prado Xavier nasceu em c.1708 na pequena Vila de Mogi das Cruzes, filho de um comerciante local nascido durante a travessia dos pais do Reino para o Brasil. Estudos genealógicos indicam que há, pela parte do pai, um parentesco próximo do nosso Padre com o inconfidente Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, personagem histórico de vulto nacional, cujos avós saíram de Mogi para as Minas Gerais.
A serventia de Faustino na prática musical ordinária da Vila foi de curta duração. Em 1729, aos 21 anos foi nomeado pelo Bispo do Rio de Janeiro, D. Fr. Antonio de Guadalupe, Mestre da Capela da igreja matriz - estando vago o cargo - "pela muita perícia na arte da música"; esse superlativo já o diferencia do indicativo de "perícia na Arte da música", costumeiro nas provisões dadas pelos Bispos aos Mestres de Capela, bem como da qualificação de "músico destro" que para outros aparece.
Além da Matriz, teve a seu cargo o mestrado da capela do Convento local de N. Sr.ª do Carmo. Mas sua meta era o sacerdócio. Nem bem passaram cinco anos, obteve o grau de presbítero (ordens menores) e assumiu a função de Vigário Coadjutor da igreja matriz de Mogi. Desse modo, não pôde acumular a gestão paroquial com a gestão oficial da música. Logo, alegando a "penúria de sacerdotes" na Vila, tomou "as mais ordens" e passou a Vigário titular. Em 1736, entretanto, já se transfere para fora da localidade. Serviu de pároco (1742-1746)em Aiuruoca-MG e em outras paróquias da Capitania de S. Paulo (documentadamente, como Vigário Encomendado da matriz da Vila e Porto de Santos a partir de 1751) até fixar-se na Sé de São Paulo. O sacerdócio era efetivamente a sua vocação. Aos 18 anos fez a sua candidatura às "ordens menores, e sacras", obtidas somente em 1732. O sacerdócio e o comércio.
Encontradas as partes musicais manuscritas, várias questões se colocaram relativas ao contexto histórico-social e à organização da prática musical, à autoria e à circulação das obras, além dos aspectos diretamente ligados aos documentos, ou seja, a notação e o papel. Essas pesquisas têm continuidade ainda hoje. Uma geografia da arte - e da música, em particular - na antiga Capitania de S. Paulo é uma empreitada doravante necessária para melhor entendimento das obras preservadas.

 Fonte: Revista Eletrônica de Musicologia, vol. 1.2/Dezembro de 1996


sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Jakob Ludwig Felix Mendelssohn Bartholdy

Jakob Ludwig Felix Mendelssohn Bartholdy conhecido como Felix Mendelssohn foi m compositorpianista e maestro alemão do início do período romântico. Algumas das suas mais conhecidas obras são a suíte Sonho de uma Noite de Verão (que inclui a famosa marcha nupcial), dois concertos para piano, o concerto para violino, cerca de 100 lieder, e os oratóriosSão Paulo e Elijah entre outros.
Filho do banqueiro Abraham Mendelssohn e de Lea Salomon, e neto do filósofo judaico-alemão Moses Mendelssohn, membro de uma família judia notável, mais tarde convertida ao cristianismo. Começou a compor aos nove anos (mais tarde mudou seu sobrenome para Mendelssohn Bartholdy).
Felix cresceu num ambiente de intensa efervescência intelectual. As maiores mentes da Alemanha foram visitas frequentes da sua família na casa em Berlim, incluindo a Wilhelm von Humboldt e Alexander von Humboldt. Sua irmã Rebecca casou com o grande matemático belga Lejeune Dirichlet.
Abraão renunciou a religião judaica,A família mudou-se para Berlim em 1811. Abraão e Lea tentam dar a Felix, ao seu irmão Paul, e às suas irmãs Fanny e Rebeca, a melhor educação possível. Sua irmã Fanny Mendelssohn (mais tarde, Fanny Hensel), se tornou conhecida pianista e compositora.
Mendelssohn era considerado uma criança prodígio. Começou a ter lições de piano com a sua mãe aos seis anos, acompanhados por Marie Bigot. A partir de 1817, estudou composição com Carl Friedrich Zelter em Berlim. Escreveu e publicou o seu primeiro trabalho, um quarteto com piano, aos treze anos. Mais tarde teve aulas de piano do compositor e virtuoso Ignaz Moscheles, confessou em seu diário que ele tinha muito a ensinar-lhe. Moscheles foi grande colega e amigo ao longo da vida.
Em 1829, Mendelssohn arranjou e regeu a Paixão segundo Mateus em Berlim. Quatro anos antes, sua avó lhe havia dado uma cópia do manuscrito da obra-prima de Bach, que estava, na época, quase esquecida. A orquestra e o coro foram providenciados pela Singakademie de Berlim. O sucesso dessa apresentação - a primeira desde a morte de Bach, em 1750 – foi de grande importância para que a música de J. S. Bach voltasse a ser tocada na Alemanha e, depois, em toda a Europa,além de render a Mendelssohn o reconhecimento geral do seu talento, aos 20 anos de idade.
Charles Rosen, em seu livro A Geração Romântica deprecia Mendelssohn como "kitsch religioso". Essa opinião reflete um contínuo desprezo pela estética musical por parte de Richard Wagner e seu seguidores. Na Inglaterra, a reputação de Mendelssohn manteve-se elevada durante muito tempo. A Rainha Victoriademonstrou o seu entusiasmo, quando no Crystal Palace foi construída em 1854, uma estátua de Mendelssohn.


quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Tenzin Gyatso

Tenzin Gyatso


Jetsun Jamphel Ngawang Lobsang Yeshe Tenzin Gyatso é o 14º e atual Dalai Lama, líder espiritual do budismo tibetano. Considerado a reencarnação do bodisatva da compaixão, Tenzin Gyatso é monge e geshe (doutor) em filosofia budista, recebeu o Nobel da Paz e foi agraciado com mais de 100 títulos honoris causa

            Como 14º Dalai Lama, líder e mentor do povo tibetano. Considerado por muitos uma das vozes mais lúcidas e comprometidas com a paz, procura estabelecer o diálogo e difundir a necessidade da compaixão no cenário mundial contemporâneo.

            Em 1959 foi obrigado a abandonar o Tibete, altura em que este é invadido pela República Popular da China. Disfarçado de soldado e na companhia de familiares, conseguiu atravessar a fronteira da Índia e assim evitou ser capturado pelos chineses. Instala-se em Dharamsala a convite do governo de Jawaharlal Nehru, e aí constituiu o governo tibetano no exílio, onde ainda permanece.

            Não saiu da Índia até 1967, quando visitou pela primeira vez o Japão e a Tailândia. Estava dado o primeiro passo daquilo que se tornou na sua peregrinação ininterrupta pelo mundo, durante a qual luta pelos direitos humanos no mundo mas em especial no Tibete. Luta, mas sempre recorrendo a processos pacíficos, respeitando a doutrina da não violência (a mesma lei defendida por Mahatma Gandhi), pelo que é reconhecido internacionalmente através da atribuição do Nobel da Paz em 1989. O prêmio leva a que a causa receba mais atenção e apoiantes, ao mesmo tempo que provoca um embaraço ao regime de Pequim.

            Mais tarde deixa de lutar pela independência da Tibete, e passa a propor o Tibete como região autónoma da China, com verdadeira autonomia que lhe permita conservar e viver a sua cultura, incluindo a religião (o que actualmente não lhes é permitido, o regime chinês considera que a religião é uma doença para mente).


            É reconhecido internacionalmente, em todo o mundo, como líder espiritual do Tibete, mas os governos de muitos dos países que visita evitam contatos oficiais com a Sua Santidade para não ferirem sensibilidades chinesas.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Anaximandro



Anaximandro foi um geógrafo, matemático, astrônomo, político e filósofo pré-Socrático; discípulo de Tales, seguiu a escola jônica. Os relatos doxográficos nos dão conta de que escreveu um livro intitulado "Sobre a Natureza"; contudo, essa obra se perdeu.
Ele estudou muito e a Anaximandro atribui-se a confecção de um mapa do mundo habitado, a introdução na Grécia do uso do Gnômon e a medição das distâncias entre as estrelas e o cálculo de sua magnitude sendo assim o iniciador da astronomia grega.
            Anaximandro acreditava que o princípio de tudo era o apéiron, isto é, uma matéria infinita da qual todas as outras se cindem. Além de definir o princípio, Anaximandro se preocupa com os "comos e porquês" das coisas todas que saem do princípio.
            Ele diz que o mundo é constituído de contrários, que se auto-excluem o tempo todo. O tempo é o "juiz" que permite que ora exista um, ora outro.
            Por isso, o mundo surge de duas grandes injustiças: primeiro, da cisão dos opostos que "fere" a unidade do princípio; segundo, da luta entre os princípios onde sempre um deles quer tomar o lugar do outro para poder existir.
            Anaximandro considerava que a Terra tinha o formato de um cilindro e que era circundada por várias rodas cósmicas, imensas e cheias de fogo.
            O Sol era um furo, numa dessas rodas cósmicas, que deixava o fogo escapar. À medida que essa roda girava, o Sol também girava, explicando-se assim o movimento do Sol em torno da Terra. Eclipses se deviam ao bloqueio total ou parcial desse furo.
            A mesma explicação era dada para as fases da Lua, que também era um furo em outra roda cósmica. E finalmente, as estrelas eram pequenos furos em uma terceira roda cósmica, que se situava mais perto da Terra, do que as rodas do Sol e da Lua.
            Em seu livro - Física, o pensador Simplício nos relata: "Dentre os que afirmam que há um só princípio, móvel e ilimitado, Anaximandro, filho de Praxíades, de Mileto, sucessor e discípulo de Tales, disse que o a-peiron era o princípio e o elemento das coisas existentes. Foi o primeiro a introduzir o termo princípio. Diz que este não é a água nem algum dos chamados elementos, mas alguma natureza diferente, ilimitada, e dela nascem os céus e os mundos neles contidos É manifesto que, observando a transformação recíproca dos quatro elementos, não achou apropriado fixar um destes como substrato, mas algo diferente, fora estes. Não atribui então a geração ao elemento em mudança, mas à separação dos contrários por causa do eterno movimento."
            Para Anaximandro, o Universo era eterno e infinito. Um número infinito de mundos existiram antes do nosso. Após sua existência, eles se dissolveram na matéria primordial e posteriormente outros mundos tornaram a nascer.
            Anaximandro, contudo, não acreditava em nenhum deus, para ele todos os ciclos de criação, evolução e destruição eram fenômenos naturais, que ocorriam a partir do ponto em que a matéria abandonava e se separava do a-peiron. O a-peiron era a realidade primordial e final de todas as coisas e, consequentemente, continha toda a natureza do divino em si próprio.
            Tudo o que existe, somente existe em função de uma emancipação do ser eterno e portanto ao se separar deste, é digno de castigo.
            "De onde as coisas têm seu nascimento, ali também devem ir ao fundo. Segundo a necessidade, pois têm de pagar penitência e de ser julgadas por suas injustiças, conforme a ordem do Tempo."
             Tudo o que nasce, um dia vai morrer. Tudo o que é quente, um dia vai esfriar. Tudo o que é grande, pode ser quebrado em pedaços menores. Fogo pode ser combatido com água, e como resultado, fogo e água deixam de existir.
             Assim, Anaximandro conclui que a essência de todas as coisas não pode possuir essas propriedades determinadas que sucumbem ao longo do Tempo. Daí, seu conceito de a-peiron, ser algo ilimitado, infinito, indefinido e eterno.
 Algumas de suas ideias são muito semelhantes a opiniões e teorias da Física atual:
            Sua ideia de um mundo que sustenta-se por um equilíbrio de forças é muito semelhante à gravidade e à força centrípeta, forças que mantêm a Terra girando em torno do Sol;
            Sua ideia de que a ação do Sol faz surgirem as criaturas de estrutura simples na água, que depois migram para a terra e adquirem estrutura mais complexa se parece com a teoria da evolução das espécies;
            Sua ideia dos opostos se parece com a teoria de que o vácuo produz partículas (se supõe que, logo depois do Big-Bang, o vácuo tenha produzido pares de partículas e anti-partículas que se exterminavam ao se encontrarem, pois o espaço ainda era muito pequeno e os pares sempre se encontravam); as únicas diferenças entre as teorias são que, para Anaximandro, os pares eram de coisas com propriedades determinadas como frio e calor, e para a Física, aqueles pares eram algo como energia concentrada;
para Anaximandro, os contrários revezam-se no tempo, e para os cientistas, os pares se auto-exterminavam - pois eram como +1 (matéria) e -1 (anti-matéria) e, ao se encontrarem, precisavam "saldar" sua dívida de energia.
Se pode sempre supor que Anaximandro tenha chegado, em sua época, às mesmas conclusões a que muitos cientistas chegaram hoje, ainda que por meios diferentes, assim como se pode supor que tais teorias físicas tenham sido inspiradas na leitura, por parte dos cientistas, de Anaximandro. Em qualquer das hipóteses, pode-se notar que o filósofo era uma pessoa notável.


Referências

HEIDEL, William. O livro de Anaximandro. trad. Katsuzo Koike. São Paulo: Ixtlan, 2011.


SPINELLI, Miguel. Filósofos Pré-Socráticos. Primeiros Mestres da Filosofia e da Ciência Grega. 2ª edição. Porto Alegre: Edipucrs, 2003, pp. 15–92.

sábado, 2 de janeiro de 2016

Ana Bolena


            Ana Bolena foi rainha da Inglaterra de 1533 a 1536, sendo a segunda esposa de Henrique VIII de Inglaterra, mãe da rainha Isabel I de Inglaterra, bem como marquesa de Pembroke. Seu casamento com Henrique VIII foi polêmico, do ponto de vista político e religioso, e resultou na criação da Igreja Anglicana. A ascensão e queda de Ana Bolena, considerada a mais controversa rainha consorte da Inglaterra, inspiraram inúmeras biografias e obras ficcionais.

            Era filha de Sir Tomás Bolena e Isabel Howard. Foi educada na França, principalmente como dama de companhia da rainha Cláudia de França, esposa de Francisco I. Voltou para a Inglaterra em 1522.

            Dois anos mais tarde, apaixonou-se por Henrique VIII. A princípio, Ana resistiu às tentativas do rei em seduzi-la e torná-la sua amante, como sua irmã, Maria Bolena havia sido. Henrique VIII anulou seu casamento com Catarina de Aragão para que se pudesse casar com Ana Bolena. Quando se tornou claro que o Papa Clemente VII não aprovaria o divórcio de Henrique VIII e Catarina de Aragão e, posteriormente, o casamento deste com Ana Bolena, iniciou-se a ruptura religiosa entre a Inglaterra e a Igreja Católica Romana, resultando na criação da Igreja Anglicana.

            O arcebispo de York, Thomas Wolsey, foi destituído de seu posto em 1529 por não ter sido bem sucedido em sua tentativa de conseguir o divórcio e anulação do casamento do rei Henrique VIII com Catarina de Aragão. O casamento de Ana Bolena com Henrique VIII ocorreu em 25 de janeiro de 1533; entretanto, demorou quatro meses para ser contemplado. Em 23 de maio daquele ano, foi anulado o casamento de Henrique VIII e Catarina de Aragão, sendo que cinco dias depois, o casamento de Bolena com o rei Henrique VIII foi validado. Pouco tempo depois, Henrique VIII e o arcebispo foram excomungados da Igreja Católica pelo Papa Clemente VII.

            Thomas Cromwell, aliado de Ana Bolena por um tempo. Eles colidiram após discordarem sobre a política externa e a redistribuição da riqueza da igreja.
            O historiador e biógrafo Eric Ives acredita que o político Thomas Cromwell pode ter planejado a queda e execução de Ana Bolena. As conversas entre Chapuys e Cromwell indicam Cromwell como o instigador da trama para remover Ana Bolena. Prova disso é vista através de cartas escritas por Chapuys sobre como Ana diferiu com Cromwell sobre a redistribuição das receitas da Igreja e sobre a política externa. Ela defendeu que as receitas deveriam ser distribuídas para instituições beneficentes e educacionais, e era a favor de uma aliança com a França. Cromwell insistia em encher os cofres exauridos do rei, e preferiu uma aliança imperial. Por estas razões, sugere Eric Ives, "Ana Bolena tornou-se uma grande ameaça para Thomas Cromwell". Por outro lado, John Schofield, também biógrafo, alega que não houve luta pelo poder existente entre Ana e Cromwell, e que "nenhum traço pode ser encontrado de uma conspiração por parte de Cromwell contra Ana. Cromwell envolveu-se no drama real conjugal somente quando Henrique VIII o mandou para o caso". Cromwell não fabricou as acusações de adultério, embora ele e outros da corte tenham usado tais comentários para sustentar a crise conjugal de Henrique VIII e Ana Bolena. O historiador Retha Warnicke questiona se Cromwell poderia ter manipulado o rei em tal assunto.             Henrique se emitiu as instruções cruciais: seus oficiais, incluindo Cromwell, foram deixados de fora. O resultado, os historiadores concordam, era uma farsa jurídica.

            No final de abril, um músico flamengo a serviço de Ana chamado Mark Smeaton foi preso. Inicialmente, ele negou ter sido amante da rainha, mas depois confessou, talvez sob tortura ou talvez porque lhe fora prometido liberdade casa confessasse. Outro cortesão, Sir Henry Norris, foi preso no mesmo mês, mas por ser um aristocrata, não pôde ser torturado. Antes de sua detenção, Norris foi tratado amavelmente pelo rei, que lhe ofereceu o seu próprio cavalo para usar nas festividades do mês de maio. Parece provável que, durante as festividades, o rei tenha sido notificado da confissão de Mark Smeaton e pouco tempo depois, os alegados conspiradores foram presos por ordem do rei. Henry Norris foi preso no festival. Ele negou sua culpa e jurou que a rainha Ana Bolena era inocente. Uma das evidências mais prejudiciais a Henry Norris era um conversa ouvida com Ana no final de abril, onde ela o acusou de vir muitas vezes a seus aposentos dizendo ir cortejar sua dama-de-companhia, Madge Shelton, mas na verdade suas intenções eram cortejar a própria rainha. Sir Francis Weston também foi preso dois dias depois com a mesma acusação. Sir William Brereton, pertencente à Câmara Privada do Rei, também foi apreendido em razão de adultério. Sir Thomas Wyatt, um poeta e amigo dos Bolenas que teria sido apaixonado por ela antes seu casamento com o rei, também foi preso pela mesma acusação, mas foi liberado mais tarde, provavelmente devido à sua amizade com Thomas Cromwell. Sir Richard Page também foi acusado de ter tido um relacionamento sexual com a rainha, mas foi absolvido de todas as acusações após a investigação não poder implicá-lo a Ana. O último acusado, e mais conhecido, era o próprio irmão da rainha Ana, Jorge Bolena, preso sob acusação de incesto e traição, acusado de ter tido um relacionamento sexual com sua irmã. Jorge Bolena era acusado de dois casos de incesto:. Em novembro de 1535 em Whitehall, e no mês seguinte em Eltham.

            Alguns, inclusive, dizem ter sido um último recurso da rainha para retardar a consumação da execução, ainda esperançosa de um perdão real por parte de Henrique VIII, perdão este que estaria sendo defendido pela sua irmã, Maria. Quando informada da sua iminente execução, Ana Bolena fez chegar a Henrique VIII uma exigência - não aceitaria ser morta por um carrasco inglês, que utilizava o machado para a decapitação. Exigia a "importação" de um carrasco francês, pois estes usavam a espada. Para justificar a sua exigência, teria dito "uma Rainha da Inglaterra não curva a cabeça para ninguém e em nenhuma situação", pois as execuções com a espada eram feitas com a vítima ajoelhada, mas com a cabeça erguida.

            Diz-se que o poema O Death Rock me Asleep foi escrito por Ana, enquanto aprisionada na Torre. Porém, também pode ter sido escrito por seu irmão, Jorge. A escrita do poema evidencia que ela pode ter tido esperanças de que a morte acabaria com o seu sofrimento.

            Na manhã de sexta-feira, 19 de maio, Ana Bolena foi executada, não na Torre Verde, mas sim num andaime erigido sobre o lado norte da Torre Branca, em frente do que é hoje as Casernas de Waterloo Ela usava um saiote vermelho sob um avulso, um vestido de tordilha de damasco aparado na pele e um manto de arminho. Acompanhada por duas assistentes do sexo feminino, Ana fez seu último passeio da Casa da Rainha à Torre Verde e ela olhou "como se ela não fosse morrer".[ Ana subiu o cadafalso e fez um breve discurso para a multidão:

“          Bom povo cristão, vim aqui para morrer, de acordo com a lei, e pela lei fui julgada para morrer, e por isso não vou falar nada contra ela. Não vim aqui para acusar ninguém, nem para falar de algo de que sou acusada e condenada a morrer, mas rezo a Deus para que salve o rei e que ele tenha um longo reinado sobre vós, pois nunca um príncipe tão misericordioso esteve lá: e para mim ele será sempre um bom, gentil e soberano Senhor. E se qualquer pessoa ponha isso em causa, obrigá-la-ei a julgar os melhores. E assim deixo o mundo e todos vós, e sinceramente desejo que todos rezem por mim. Ó Senhor, tem misericórdia de mim, eu louvo a Deus a minha alma.   ”

            Ana obteve o que requisitava, mostrando que até nos seus últimos momentos, ainda era capaz de impressionar o rei. Ela foi decapitada por um carrasco francês, tal como pedira. Henrique não providenciou um sepulcro para Ana, e assim o seu corpo e a cabeça foram enterrados num túmulo desmarcado na Capela Real de São Pedro ad Vincula.O seu esqueleto foi identificado durante a renovação da capela, durante o reinado da Rainha Vitória, e o local de repouso de Ana está marcado no chão em mármore.

            Ana Bolena tem inspirado ou sido mencionada em numerosas obras artísticas e culturais, desde meios de comunicação, obras de arte, representações na cultura popular, cinema e ficção.

            A história trágica de Ana Bolena tem inspirado muitas obras de ficção e biográficas. Há também inúmeras lendas e teorias em torno da sua vida, nomeadamente a sugestão de que Ana teria seis dedos numa das mãos, embora essas sugestões tenham sido dadas por Nicholas Sander, que foi totalmente contra a Inglaterra Anglicana e de Isabel (filha de Ana Bolena). Além disso, há uma lenda popular, de que seu espírito ronda pela Torre de Londres.

Referências.

Warnicke, pgs 212-242; Wooding, pg. 194.

Warnicke, pgs 210-212. Warnicke observa: "Nem Chapuys nem historiadores modernos têm se explicado por que o secretário (Thomas Cromwell) poderia manipular o rei Henrique VIII a concordar com a execução de Ana, sendo que ele não podia convencer o rei a ignorar-lhe os conselhos desta sobre política externa".

Scarisbrick, pg. 455 "Scarisbrick afirma que claramente, ele estava empenhado em desfazer-se dela por qualquer meio."

segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Werner Arber

Werner Arber  é um microbiologista e geneticista suíço.
 Foi agraciado com o Nobel de Fisiologia ou Medicina de 1978, por aplicação das enzimas que modificam as moléculas gigantes do ADN. É membro da Pontifícia Academia das Ciências desde 1981.

domingo, 27 de dezembro de 2015

Aleksandr Konstantinovitch Glazunov


            Aleksandr Konstantinovitch Glazunov  foi um professor de música e compositor tardo-romântico russo. Mily Balakirev, professor de piano de sua mãe, aconselhou que o menino estudasse com Nikolai Rimsky-Korsakov e, dois anos depois, executou num concerto a primeira sinfonia em mi maior, de Glazunov. Entre 1882 e 1886 Glazunov compôs dois quartetos de cordas, duas aberturas sobre temas folclóricos gregos, o poema sinfônico Stenka e a segunda sinfonia em fá sustenido menor.

            Visitou Franz Liszt em Weimar  e sofreu sua influência, e também as de Richard Wagner e Tchaikovsky, mais tarde. Muitas das suas obras-primas datam da década de 1890: os balés Raymonda, Ruses d'amour e Les Saisons, as sinfonias nº 4, 5 e 6 (a 8ª e última é de 1906). De 1904 é o concerto para violino em lá menor.

            Foi professor e diretor do Conservatório de São Petersburgo, permanecendo nessa função até 1928, quando decidiu deixar a União Soviética, por sentir-se isolado. Fez uma tournée aos Estados Unidos da América mas fixou-se em Paris depois de 1930. Obras importantes desses seus últimos anos são o Concerto Balada em ré maior para violoncelo e orquestra e o Concerto para saxofone alto e orquestra de cordas em mi bemol maior, uma das mais populares peças para sax alto - cujo número de opus é o mesmo do Quarteto de Saxofones em si bemol maior, outro standard do repertório para saxofone.


sábado, 26 de dezembro de 2015

Allan Cormack


            Allan Cormack   foi um  Sul Africano físico que ganhou o 1979 Prêmio Nobel de Fisiologia ou Medicina (juntamente com Godfrey Hounsfield) por seu trabalho em raios-X a tomografia computadorizada .

            Depois de se casar Seavey, ele retornou para a Universidade da Cidade do Cabo, no início de 1950 a palestra. Na sequência de um período sabático em Harvard em 1956-1957, o casal concordou em mudar para os Estados Unidos, e Cormack tornou-se professor na Universidade Tufts, no outono de 1957. Cormack se tornou um cidadão naturalizado dos Estados Unidos em 1966. Embora  principalmente trabalhando em física de partículas, o interesse lado de Cormack em tecnologia de raio-x levou a desenvolver os fundamentos teóricos de tomografia computadorizada. Este trabalho foi iniciado na Universidade da Cidade do Cabo e Groote Schuur Hospital, no início de 1956 e continuou brevemente em meados de 1957 depois de voltar de sua licença sabática. Seus resultados foram posteriormente publicadas em dois artigos no Journal of Applied Physics em 1963 e 1964. Esses papéis gerado pouco interesse até Hounsfield e seus colegas construíram o primeiro scanner de TC em 1971, tendo os cálculos teóricos de Cormack em uma aplicação real. Para seus esforços independentes, Cormack e Hounsfield dividiu o Prêmio Nobel 1979 em Fisiologia ou Medicina. Ele era membro da Academia Internacional de Ciência. Em 1990, ele foi premiado com a Medalha Nacional de Ciência.
            Cormack morreu de câncer em Massachusetts com a idade de 74 anos. Ele foi postumamente condecorado com a Ordem de Mapungubwe em 10 de Dezembro de 2002 para realizações de destaque como um cientista e para co-inventar o scanner CT.


quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

Wendy Carlos


Wendy Carlos é uma compositora e musicista de música eletrônica dos Estados Unidos, uma das primeiras artistas de música eletrônica a utilizar sintetizadores.
            A educação musical de Wendy Carlos começou quando iniciou a tocar piano aos seis anos de idade. Sua educação formal incluiu a Universidade de Brown - onde estudou música e física - e a Universidade de Columbia - onde se tornou mestre em música. Em Columbia, Wendy foi estudante de Vladimir Ussachevsky, um pioneiro da música eletrônica.
            Após a graduação, encontrou Robert Moog e foi uma das primeiras pessoas a utilizar-se de seus produtos, fornecendo considerações sobre o produto para futuras versões do sintetizador Moog. Por volta de 1966, Wendy encontrou Rachel Elkind, que produziu seus primeiros álbuns. Desde 1962 passou a morar em Nova Iorque.
            Suas primeiras gravações foram lançadas com o nome Walter Carlos. Em 1972, Wendy passou por uma cirurgia de transgenitalização. O primeiro lançamento creditado como Wendy Carlos foi Switched-On Brandenburgs (1979). Sua primeira aparição pública após a cirurgia de transgenitalização foi em uma entrevista em maio de 1979 para a revista Playboy, uma decisão que ela arrependeu-se posteriormente devido à publicidade negativa que isso trouxe para sua vida pessoal. Em seu sítio oficial, sua transição foi discutida em um documento.

            Em 1998, Wendy processou Momus pela canção satírica "Walter Carlos" , que sugeria que se Wendy pudesse voltar no tempo ela iria casar-se com Walter. Com o caso resolvido, Momus aceitou retirar a canção do álbum.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Alexandre II


Alexandre II  foi Czar da Rússia desde 2 de março de 1855 até ao seu assassinato. Como tal, foi também grão-duque da Finlândia (1855-1881) e rei da Polônia até 1867.

            É conhecido por suas reformas liberais e modernizantes, através das quais procurou renovar a cristalizada sociedade russa.

            Em 19 de fevereiro de 1861, decretou o fim da servidão na Rússia. Foram libertados, ao todo, 22,5 milhões de camponeses servos - preservando-se, todavia, a propriedade dos latifúndios.
            Nascido em Moscovo, Alexandre era o filho mais velho do czar Nicolau I da Rússia e da princesa Carlota da Prússia, filha do rei Frederico Guilherme III da Prússia e da princesa Luísa de Mecklemburgo-Strelitz. Os seus primeiros anos de vida não faziam prever o seu potencial. Até à altura em que subiu ao trono em 1855, com trinta-e-sete anos de idade, poucos imaginavam que Alexandre ficaria para a História por ter posto em prática as reformas mais difíceis na Rússia desde o reinado de Pedro, o Grande. Os reis que aparecem nesta secção estão entre os melhores que o império alguma vez viu.

            No período da sua vida em que foi príncipe herdeiro, a atmosfera intelectual de São Petersburgo não estava receptiva a qualquer tipo de mudança: a liberdade de expressão e qualquer tipo de iniciativa privada estavam a ser reprimidos ferozmente. A censura pessoal e oficial era algo comum e criticar as autoridades era considerado uma ofensa grave. Cerca de vinte-e-seis anos depois, Alexandre teve a oportunidade de implementar mudanças, contudo acabaria por ser assassinado em público pela organização terrorista Narodnaya Volya.

            A sua educação como futuro imperador foi levada a cabo sob a supervisão de Vasily Zhukovsky, um poeta liberal romântico e tradutor de talento e incluiu um conjunto de várias disciplinas, bem como a aprendizagem das principais línguas europeias. A sua suposta falta de interesse por assuntos militares que foi detectada por vários historiadores resultou dos efeitos que a amarga Guerra da Crimeia teve na sua família e no país inteiro. Também visitou muitos países proiminentes da Europa ocidental. Enquanto czarevich, Alexandre tornou-se o primeiro herdeiro Romanov a visitar a Sibéria.

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Alan Hodgkin


            Alan Lloyd Hodgkin foi um fisiologista britânico, Foi agraciado com o Nobel de Fisiologia ou Medicina de 1963, pela descoberta do potencial de ação das terminações nervosas.

            Hodgkin era filho de George Hodgkin e Mary Hodgkin. Iniciou sua pesquisas em Trinity, Cambridge, primeiro como estudante e depois já como professor. Em 1937 foi convidado para trabalhar no Instituto Rockefeller, Nova Iorque, onde obteve aprendizado para dissecar neurônios de grandes moluscos, imprescindível para suas pesquisas futuras. Suas pesquisas foram interrompidas no período da Segunda Guerra Mundial, período em que trabalhou na área médica da aviação e depois por toda a Inglaterra com sistema de radares centimétricos. Após a guerra retornou para Cambridge, desta vez como professor, e deu prosseguimento à pesquisa.

            Em 1947 no laboratório de Marine, Plymouth, iniciou sua pesquisa com fibras nervosas gigantes (eletrofisiologia), pois somente com estas conseguia dar continuidade a sua pesquisa, já que outras fibras nervosas eram menores e não se podia analisar o impulso elétrico. Em 1952 publicou sua teoria conjuntamente com Andrew Fielding Huxley baseada no potencial de ação dos nervos, e em 1963 recebeu o Nobel de Fisiologia ou Medicina, conjuntamente com Huxley e John Carew Eccles, por sua citação de sinapses. Nesta época levantaram a hipótese de canais iônicos em terminações nervosas, confirmada somente em 1991 por Erwin Neher e Bert Sakmann.

Alan Lloyd Hodgkin foi também:

Presidente da Real Sociedade de 1970 a 1975.

Diretor de Trinity College, Cambridge de 1978 a 1984.


Presidente da Universidade de Leicester de 1971 a 1984.

domingo, 20 de dezembro de 2015

Ernest Rutherford

          

             Ernest Rutherford, o 1º barão Rutherford de Nelson, foi um físico e químico neozelandês naturalizado britânico que se tornou conhecido como o pai da física nuclear. Num trabalho no começo da carreira, descobriu o conceito de meia-vida radioativa, provou que a radioatividade causa a transmutação de um elemento químico em outro, e também distinguiu e nomeou as radiações alfa e beta. Foi premiado com o Nobel de Química em 1908 "por suas investigações sobre a desintegração dos elementos e a química das substâncias radioactivas".[4]

            Rutherford realizou sua obra mais famosa após ter recebido esse prêmio. Em 1911, ele defendeu que os átomos têm sua carga positiva concentrada em um pequeno núcleo,e desse modo, criou o modelo atômico de Rutherford, ou modelo planetário do átomo, através de sua descoberta e interpretação da dispersão de Rutherford em seu experimento da folha de ouro. A ele é amplamente creditada a primeira divisão do átomo, em 1917, liderando a primeira experiência de "dividir o núcleo" de uma forma controlada por dois alunos sob sua direção, John Cockcroft e Ernest Walton em 1932.

            Dedicada à sua memória , a Medalha e Prêmio Rutherford foi instituída pelo Conselho da Sociedade de Física em 1939. A primeira palestra ocorreu em 1942. A palestra foi convertida em uma medalha e prêmio em 1965, sendo a primeira Medalha e Prêmio Rutherford concedida no ano seguinte.

            O prêmio é concedido para pesquisa de destaque em física ou tecnologia nuclear. A medalha é de bronze e acompanhada de um prêmio de £ 1000 e um certificado.

            Revela o fenômeno da radioatividade em pesquisas feitas em colaboração com o Frederick Soddy. Em 1902, ambos distinguem os raios alfa e beta e desenvolvem a teoria das desintegrações radioativas espontâneas.

            Em 1919 realizou a primeira transmutação induzida, também conhecida como reação nuclear: converte um núcleo de azoto em oxigênio, por bombardeamento com partículas alfa . As suas experiências conduzem à descoberta dos meios de obtenção de energia nuclear. Tais fatos levaram a que Rutherford fosse considerado como o fundador da Física Nuclear.

            Rutherford dirigiu o Laboratório Cavendish desde 1919 até à sua morte, período em que foi Professor Cavendish de Física.

Foi presidente da Royal Society de 1925 a 1930.

Recebeu a Order of Merit em 1925 e em 1931 foi condecorado Baron Rutherford de Nelson, Cambridge, um título que foi extinto depois da sua inesperada morte, enquanto aguardava uma cirurgia de hérnia umbilical. Após tornar-se um Lord, ele só poderia ser operado por um médico também nobre (uma exigência do protocolo britânico) e essa demora custou-lhe a vida. Morreu em 19 de outubro de 1937 em Cambridge, e suas cinzas foram enterradas na Abadia de Westminster, perto das tumbas de Isaac Newton e outros grandes cientistas.


Participou da 1ª, 2ª, 3ª, 4ª e 7ª Conferência de Solvay.

sábado, 21 de novembro de 2015

Adolf von Henselt

            

        O compositor e pianista alemão, Adolf von Henselt, nascido em Schwabach, Bavaria, algumas milhas ao sul de Nürnberg, ocupa um lugar firmemente estabelecida na galáxia de seis compositores todos nascidos no espaço de cinco anos de uma outra entre 1809 e 1814 - o mais velho, Felix Mendelssohn-Bartholdy, seguido por Chopin, Schumann, Liszt, Thalberg e Henselt juntos, eles moldaram a maneira pela qual a música romântica e o piano estavam a desenvolver  o final do século e além. Esta foi a consumação de uma idade de ouro expressas por meio do piano de cauda em rápido desenvolvimento.
            A família mudou-se de Schwabach Henselt Munique quando Henselt tinha três anos, em cerca de idade que ele iniciou seus estudos de música, num primeiro momento com violino e depois com o piano. O progresso foi rápido, com uma inclinação especial para a música de Carl von Weber (1786-1826). Isto curvado, evidente em uma idade tão precoce, reuniu grande força, mais tarde, nas muitas edições, 'ossias' e arranjos de obras de Weber e foi sem dúvida alimentada pela Geheimratin (conselheiro privado) von Fladt que, juntamente com Weber e Meyerbeer (1791 -1864), havia estudado com o Abbe Vogler (1749-1814). Henselt teve a sorte de ter conexões valiosas com pessoas que contavam. A remuneração real do primeiro rei Ludwig. da Baviera lhe permitiu estudar durante seis meses com o famoso Johann Nepomuk Hummel (1778-1837) em Weimar. Estadia de Henselt, que durou 6 meses, culminou em 29 de novembro de 1832 com um début público altamente bem sucedido em Munique. Em seguida, Henselt foi para Viena para estudar com Simon Schechter (1788-1867) por 2 anos que foi seguido por mais 2 anos de reclusão período durante o qual Henselt evoluiu seu sistema único de estender o trecho das mãos a um grau que lhe deu um comando do teclado . Este foi quase sem precedentes na época, e certamente aprendeu com seu jogo de Weber que poderia alcançar (e escrever para) um décimo. Isso o colocou em um lugar com rivais como Thalberg e Kalkbrenner, e, na opinião de Schumann, Liszt, mesmo que se diz ter empalideceu em alguns dos momentos mais imprudentes de Henselt.
            Em 1836, depois de um colapso nervoso, ele foi para Carlsbad para se recuperar e, de acordo com Lamara, foi lá que ele conheceu Chopin, mas este foi negado por outros cronistas, incluindo o especialista britânico de Chopin, Arthur Hedley que afasta qualquer possibilidade de que Chopin conheceu Henselt. Em uma carta escrita para Richard Beattie Davis em outubro de 1967, Hedley afirmou que esta idéia pode ter se originado com Friedrich Niecks, que, de acordo com o escritor, era muito impreciso. No mesmo ano Henselt revisitado Weimar e Hummel, ficou lá por alguns meses. Podemos julgar que esta visita a Weimar foi o ponto decisivo na determinação do futuro do Henselt. Em primeiro lugar, ele caiu no amor com a esposa de um médico ao tribunal. O nome dela era Rosalie Vogel. Houve um divórcio e Henselt casou com ela no dia 24 de outubro de 1837 em Bad Salzbrunn, Silesia. - Agora Polônia. Este evento é refletido em Henselt de 'Poeme d'amour', OP.3 - cheio de efeitos característicos. Em segundo lugar, a nomeação de Hummel como tribunal Kapellmeister (1819-1837) foi dito para inaugurar uma era romântica. Com a presença dos principais mecenas, o Grand Princess - grã-duquesa Maria-Pavlovna, uma filha do czar, que era ela mesma um aluno de Hummel, não é muito fantasioso sugerir que a segunda visita de Henselt para Weimar selou-o como o ascendente estrela no firmamento russo. Em 1838, ele passou a St.Petersburg, onde seu sucesso com concertos em que cidade oprimido uma audiência, até aquele momento, sem qualquer artista comparável. Assim foram os vinte e quatro estudos, Opp. 2 e 5 lançado no mundo. Foto e Design - Eric Deyerler A inspiração gerada pela união de Henselt para 'sa Rosalie', a dedicatória de seu 'Poeme d'Amour', em 1837, é expressa em uma torrente de 24 estudos, opp.2 e 5, que, juntos, encarnam muito, se não todos, da essência da linguagem idiossincrática de Henselt. Impulsionadas por um dom genuíno e original melódica, estes abordagem peças de concerto pouco perfeita, em seu conteúdo poético e dificuldade de execução, os de Chopin (1810-1849). Admitindo que existe em estudos de Henselt um chopinesque muito evidente "sentir", que data de postar os de Chopin por alguns anos. É melodias de Henselt que seguem uma rota muito diferente. Menos sofisticado, menos cromática, mais regular em seus comprimentos de barras, muitos parecem resultar do mundo do alemão 'Volkslied'. Von Lenz chamado Henselt a mais alemã de compositores, com a Pátria como seu teclado. Tal foi a fama de Henselt, que na Alemanha essa observação foi perfeitamente bem compreendida.

Com a esperança de as coisas ainda mais finas que virão depois dos estudos de época, um inevitavelmente se sente decepcionado que grande parte do restante da pequena saída de Henselt deve ser feita de miniaturas, muito bem trabalhada para layout de teclado do Henselt, embora haja uma boa razão para essa escassez . De Henselt "Estudos", que jogou em São Petersburgo, em 1838, criou essa impressão de que ele foi imediatamente contratado pela corte russa como um professor na casa real, à nobreza e no momento em que o inspetor-geral de escolas de música e academias de ensino e institutos imperiais para jovens senhoras em São Petersburgo, Moscou, Charkov, Kiev e toda a Rússia.

Pode-se supor que esta nomeação teve o efeito de estabelecer a influência de Henselt em tempo útil não apenas como a figura principal nos estabelecimentos de ensino sob a jurisdição do czar. (The St. Petersburg Conservatoire não aberto até 1862), mas como uma influência crescente sobre um novo e distinto de escola pianística russa, contra as importações provenientes do Ocidente.

Isto envolveu Henselt em um vasto trabalho, agravado por suas numerosas edição da de outros compositores "obras, para uso em escolas e tempo gasto a edição da revista de música 'Nuvellist', fundada em 1838. É compreensível que este deixou pouco tempo para a composição. No entanto, os poucos trabalhos de grande escala na sequência dos estudos, são todos de alto calibre. Eles incluem um movimento de sonata para piano e trompa, ou instrumento de cordas, Op.14; um trio de piano, Op.24; duas obras concertadas para piano e orquestra - o concerto para piano, Op.16, que, juntamente com os estudos anteriores exerceu uma grande influência sobre os compositores para piano Russo; eo 'Ballade' para piano, Op.31.

Henselt, que havia sido honrado com a elevação à nobreza, morreu em Bad Warmbrunn, Silesia (hoje Cieplice Slaskie-Zdroj, Polónia) em 10 de Outubro de 1889. imortalizado em sua lápide pelas palavras ... ..`divinely artista talentoso e composer` . Foto e Design - Eric Deyerler

Para citar Balakirev .. 'Eu vou ser terrivelmente triste quando Henselt não existe mais. Com ele vai passar o último representante desse Pleiades nobres ... .. a que pertencem Chopin, Schumann e Liszt`.



Texto extraído do Adolf von Henselt - A Vida por Richard Beattie Davis. © 2000 & 2003

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Marie Curie

            

      Marie Skłodowska Curie foi uma cientista polonesa com naturalização francesa que conduziu pesquisas pioneiras no ramo da radioatividade. Foi a primeira mulher a ser laureada com um Prêmio Nobel e a primeira pessoa e única mulher a ganhar o prêmio duas vezes. A família Curie ganhou um total de cinco prêmios Nobel. Marie Curie foi a primeira mulher a ser admitida como professora na Universidade de Paris. Em 1995, a cientista se tornou a primeira mulher a ser enterrada por méritos próprios no Panteão de Paris.

            Nascida Maria Salomea Skłodowska em Warsaw, no então Reino da Polônia, parte do Império Russo. Estudou na Universidade Floating, em Warsaw, onde começou seu treino científico. Em 1891, aos 24 anos, seguiu sua irmã mais velha, Bronislawa, para estudar em Paris, cidade na qual conquistou seus diplomas e desenvolveu seu futuro trabalho científico. Em 1903, Marie dividiu o Nobel de Física com o seu marido Pierre Curie e o físico Henri Becquerel. A cientista também foi laureada com o Nobel de Química em 1911.

            As conquistas de Marie incluem a teoria da radioatividade, técnicas para isolar isótopos radioativos e a descoberta de dois elementos, o polônio e o rádio. Sob a direção dela foram conduzidos os primeiros estudos sobre o tratamento de neoplasmas com o uso de isótopos radioativos. A cientista fundou os Institutos Curie em Paris e Warsaw, que até hoje são grandes centros de pesquisa médica. Durante a Primeira Guerra Mundial, fundou os primeiros centros militares no campo da radioatividade.

            Apesar da cidadania francesa, Marie Curie nunca deixou sua identidade polonesa de lado. Ensinou suas duas filhas a falar em polonês e as levou em viagens para a Polônia. Nomeou o primeiro elemento químico que descobriu de polônio, em homenagem ao seu país de origem.

            Marie Curie morreu aos 66 anos, em 1934, em um sanatório em Sancellemoz, na França, por conta de uma anemia causada pela exposição a radiação ao carregar testes de rádio em seus bolsos durante a pesquisa e ao longo de seu serviço na Primeira Guerra, quando montou unidades móveis de raio-X.

            Num laboratório em Varsóvia, em 1890–91, Maria Skłodowska fez seu primeiro trabalho científico.
            Em 1896, Henri Becquerel incentivou-a a estudar as radiações emitidas pelos sais de urânio, que por ele tinham sido descobertas. Juntamente com o seu marido, Marie começou, então, a estudar os materiais que produziam tais radiações, procurando novos elementos que, segundo a hipótese que os dois defendiam, deveriam existir em determinados minérios como a pechblenda (que tinha a curiosa característica de emitir ainda mais radiação que o urânio dela extraído) Efetivamente, em 1898 deduziram que haveria, com certeza, na pechblenda, algum componente liberando mais energia que o urânio; em 26 de dezembro do mesmo ano, Maria Skłodowska Curie anunciou a descoberta dessa nova substância à Academia de Ciências de Paris.

            Após vários anos de trabalho constante, através da concentração de várias classes de pechblenda, isolaram dois novos elementos químicos. O primeiro foi nomeado polônio, em referência a seu país nativo, e o outro rádio, devido à sua intensa radiação, do qual conseguiram obter 0,1 g em 1902. Posteriormente partindo de oito toneladas de pechblenda, obtiveram mais 1 g de sal de rádio. Propositalmente, nunca patentearam o processo que desenvolveram. Os termos radioativo e radioatividade foram inventados pelo casal para caracterizar a energia liberada espontaneamente por este novo elemento químico.

            Com Pierre Curie e Antoine Henri Becquerel, Marie recebeu o Nobel de Física de 1903, "em reconhecimento aos extraordinários resultados obtidos por suas investigações conjuntas sobre os fenômenos da radiação, descoberta por Henri Becquerel". Foi a primeira mulher a receber tal prêmio.

            Marie Curie conseguiu que seu marido, Pierre Curie, se tornasse chefe do Laboratório de Física da Sorbonne. Doutorou-se em ciências em 1903, e após a morte de Pierre Curie em 1906, em um acidente rodoviário, ela ocupou o seu lugar como professora de Física Geral na Faculdade de Ciências. Foi a primeira mulher a ocupar este cargo. Foi também nomeada Diretora do Laboratório Curie do Instituto do Radium, da Universidade de Paris, fundado em 1914.

Participou da 1ª à 7ª Conferência de Solvay.

            Marie Curie conquistou seu Diploma do Nobel de Física 1903, Oito anos depois, recebeu o Nobel de Química de 1911, Em reconhecimento pelos seus serviços para o avanço da química, com o descobrimento dos elementos rádio e polônio, o isolamento do rádio e o estudo da natureza dos compostos deste elemento. Com uma atitude generosa, não patenteou o processo de isolamento do rádio, permitindo a investigação das propriedades deste elemento por toda a comunidade científica.

            O Nobel da Química foi-lhe atribuído no mesmo ano em que a Academia de Ciências de Paris a rejeitou como sócia, após uma votação ganha por Eduard Branly com diferença de apenas um voto.

            Foi a primeira pessoa a receber duas vezes o Prêmio Nobel. Linus Pauling repetiu o feito, ganhando o Nobel de Química, em 1954 e o Nobel da Paz em 1962 e tornou-se a única personalidade a ter recebido dois Prêmios Nobel não compartilhados. Por outro lado, Marie Curie foi a única pessoa a receber duas vezes o Prémio Nobel, em áreas científicas distintas.

            Fundou o Instituto do Rádio, em Paris. Em 1922 tornou-se membro associado livre da Academia de Medicina.

            Marie Curie morreu perto de Salanches, França, em 1934, de leucemia, devido, seguramente, à exposição maciça a radiações durante o seu trabalho. Sua filha mais velha, Irène Joliot-Curie, recebeu o Nobel de Química de 1935, ano seguinte à morte de Marie.

            O seu livro "Radioactivité" (escrito ao longo de vários anos), publicado a título póstumo, é considerado um dos documentos fundadores dos estudos relacionados à Radioactividade clássica.

            Em 1995 seus restos mortais foram transladados para o Panteão de Paris, tornando-se a primeira mulher a ser sepultada neste local.

            A sua filha, Éve Curie, escreveu a mais famosa das biografias da cientista, traduzida em vários idiomas. Em Portugal, é editada pela editora "Livros do Brasil". Esta obra deu origem em 1943 ao argumento do filme: "Madame Curie", realizado por Mervyn LeRoy e com Greer Garson no papel de Marie Curie.

            Foram também feitos dois telefilmes sobre a sua vida: "Marie Curie: More Than Meets the Eye" (1997) e "Marie Curie - Une certaine jeune fille" (1965), além de uma minissérie francesa, "Marie Curie, une femme honorable" (1991).

O elemento 96 da tabela periódica, o Cúrio, símbolo Cm foi batizado em honra do Casal Curie.





Referências

Pugliese, Gabriel, Sobre o "Caso Marie Curie". São Paulo: Alameda, 2012.

Artigo Um sobrevôo no "Caso Marie Curie": um experimento de antropologia, gênero e ciência. Revista de Antropologia, vol. 50 n°1. São Paulo, jan.-jun 2007 .